As viúvas de Hockenheim

Gp da Alemanha de 1982, vencido por Patrick Tambay

Gp da Alemanha de 1982, vencido por Patrick Tambay e marcado pela briga entre Piquet e Salazar

Cá estou eu, assistindo aos treinos livres para o GP da Alemanha de Fórmula 1 e prestes a pegar um lenço para limpar as lágrimas que estão quase caindo. Por quê? Ora, assim como tantos outros fãs da categoria, também sou uma viúva do antigo traçado do circuito.

Além de achar o “novo” Hockenheim extremamente chato, toda vez que os pilotos chegam na parte do estádio, instantaneamente vêm à minha cabeça a lembrança dos carros saindo da antiga chicane e cortando o vento pelo meio da reta entre as árvores. Fico procurando resquícios do que um dia foi aquele Hockenheim.

Certa vez, Mark Webber disse uma frase que resume bem o sentimento: “sempre que eu freava para a curva 2 do atual circuito, desejava continuar em frente, pelo antigo circuito.” E a cada nova volta que os pilotos dão passando por este local, surge uma vontade enorme de gritar: “Não! Não vira! Vai reto!!!”

O antigo traçado de Hockenheim cada vez mais vai sendo tomado pela vegetação

O antigo traçado de Hockenheim vai sendo tomado pela vegetação e ficando somente na lembrança

Nessa hora vale uma confissão: nos jogos de Fórmula 1 que possuem o novo circuito, não tem uma vez que eu não passo reto nessa curva em direção aos pneus, pensando: antes era por aqui…

Perdão você que gosta desse novo traçado, meu lado nostálgico de merda jamais vai permitir que eu ache este circuito melhor do que o antigo, seja pelas quatro vitórias de Senna, as duas de Piquet (e a pancadaria com Salazar), a fantástica vitória de Barrichello e tantas outras (de Mansell, Prost, Berger, Schumacher) ou pelo traçado simples, mas fantástico, feito basicamente de retas e chicanes entre árvores, árvores e mais árvores.

Senna em hockenheim (1989 - 2ª vitória do brasileiro no circuito)

Senna em Hockenheim no ano de 1989 (2ª vitória do brasileiro no circuito)

Ah, os treinos livres? Nico foi o mais rápido no primeiro e Hamilton fez o melhor tempo no segundo.

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Sobre Bruno Gerhard

Jornalista, 27 anos, amante da Fórmula 1 e das viagens. Escritor nas horas vagas.
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